25 fevereiro 2026

Ano eleitoral, polarização política. Que comecem os jogos

TRUMP FALA EM ERA DE OURO, IGNORA VIOLÊNCIA DO ICE E APOIO AO MASSACRE ISRAELENSE EM GAZA

Republicano falou a congressistas por quase duas horas, tempo em que destacou que o país está mais seguro e que vive uma era de prosperidade que só ele enxerga Por 1h47m, o presidente Donald Trump tentou convencer o povo norteamericano de que o seu governo está dando certo. De mãos dadas com o negacionismo, o republicano se esmerou, ontem, no Congresso, em tentar convencer o eleitorado, a meses das eleições de meio de mandato, de que os EUA vivem "uma era de ouro". Ele disse estar convencido de que a sua gestão está melhorando as vidas das pessoas. No discurso mais longo da história, o presidente estadunidense exaltou o que considerou conquistas do seu mandato, em especial quanto à imigração e a economia. Donald Trump fez ataques à administração de Joe Biden, afirmando que recebeu um país "em ruínas". "Após apenas um ano, vimos uma transformação sem precedentes. Essa é a era de ouro dos EUA. Nunca voltaremos para onde estávamos. Nossa fronteira está segura, nossos inimigos têm medo", garantiu, sem, contudo, fazer menção as controversas ações violentas do ICE, a agência de imigração, na caça a imigrantes.

20 fevereiro 2026

NÂO VAI ROLAR

General golpista, dono do punhal verde e amarelo, não poderá receber visita íntima da esposa na prisão. Condenado a 26 anos e meio por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes, Mário Fernandes fez o pedido em janeiro passado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. Após instado pela Procuradoria-Geral da República, o Comando Militar do Planalto, onde o militar está preso, lembrou que há manifestação contrária da Corregedoria-Geral da Justiça Militar, que entende não ser apropriada a realização de encontros íntimos em dependências militares, ainda que as instalações sejam compatíveis.

ATLETA NÃO É ROBÔ

Caro Solberg, atleta do vôlei de praia, foi punida pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e não poderá participar do Beach Pro Tour Elite, em João Pessoa, previsto para acontecer entre os dias 11 e 15 de março. A atleta é filha da saudosa e querida Isabel do vôlei, considerada uma referência na defesa dos direitos das mulheres, da igualdade de gêneros. Carol está sendo sancionada por emitir o seu posicionamento político. Ao vencer a disputa pelo bronze ao lado da parceira Rebecca durante a etapa de Adelaide, na Austrália, a atleta brasileira celebrou a prisão do ex-presidente, Jair Bolsonaro. "Sim, é um dia incrível para mim, estou muito feliz. Também foi um dia maravilhoso para o mundo. Ontem, no Brasil, colocamos na prisão o pior presidente da nossa história. Bolsonaro está preso, e isso é tão importante que a gente celebre", afirmou Carol em inglês. Atletas não são máquinas. São seres humanos como qualquer outro profissional, e não deveriam ser proibidos de manifestar suas opiniões.

17 fevereiro 2026

MORAES ERRA AO DETERMINAR QUE RECEITA INVESTIGUE CRIME DO QUAL É VÍTIMA

O vazamento de dados fiscais de pessoa física ou jurídica é crime previsto no ordenamento jurídico do Brasil. O sigilo fiscal protege as informações econômicas e financeiras dos contribuintes, conforme o art. 198 do Código Tributário Nacional. Afora outras leis vigentes que regulamentam o tema.Erro pode ser reparado pelo presidente do STF, Edson Fachiun, a quem compete encaminhar o pleito à Procuraria-Geral da República. Não se discute o mérito da necessidade de se identificar e responsabilizar criminalmente os servidores públicos supostamente envolvidos na divulgação criminosa dos dados fiscais dos ministros do Supremo e de seus parentes. O erro está na decisão intempestiva do ministro Alexandre de Moraes, que, monocraticamente, determinou à Secretaria da Receita Federal que investigue a violação do sigilo dos dados assegurado por lei.Moraes é parte interessada. Teve seus dados pessoais e fiscais vazados, bem como os de sua esposa e filhos. O correto seria submeter o pleito à PGR que, após avaliação da conveniência, caberia encaminhar o pedido ao presidente da corte, a quem cabe levar o caso a sorteio, a fim de que seja escolhido o magistrado do colegiado responsável pela investigação. Tudo muito explicito. O crime, o pedido intempestivo de investigação e a inércia de Fachin, que ainda pode se manifestar, fazendo uso de sua prerrogativa de líder da Suprema Corte.

15 fevereiro 2026

OUTRO PADRÃO

Bairrismos à parte, que o Carnaval de São Paulo evoluiu, não resta dúvidas. As escolas de samba paulistas se profissionalizaram, "importaram" mão de obra qualificada, vindo garimpar no Rio alguns dos mais talentosos profissionais cariocas. Os blocos não ficaram atrás. Se multiplicaram, ganharam as ruas, corações e mentes não somente dos foliões paulistanos. Se Ricardo Nunes, o alcaide paulistano, pode se vangloriar do seu bem sucedido Smart Sampa, o sistema de monitoramento por câmeras que ajuda a prender pessoas com contas a acertar com a justiça, o mesmo não se pode dizer quanto se trata de comparar a expertise que o seu homólogo carioca, Eduardo Paes, acumulou em anos de experiência, quando o assunto é organizar o espaço público para a evolução dos megablocos. A Prefeitura do Rio de Janeiro leva o assunto a sério. Criou até circuito, localizado no Centro do Rio, com o nome da querida e saudosa Preta Gil. Tem até perímetro batizado e demarcado para que tudo corra da melhor forma possível, sem os atropelos e incidentes comuns quando se trata de reunir grandes aglomerações de pessoas. Aqui no Rio, bloco não beija bloco. Consequentemente, mitiga-se os riscos de confusão envolvendo os foliões. Por isso que tem os locais próprios estabelecidos para os megablocos e para os não menos importantes bloquinhos. Porque folião que é folião, é fiel. Aqui no Rio, o cara que acorda cedo e sai de casa antes do galo cantar para ver o Bola Preta, não é o mesmo folião que no dia seguinte estará madrugando no Aterro do Flamengo para dançar ao som do Bangalafumenga. Esquece. No Rio é outro padrão.

LULA NA SAPUCAÍ; RISCO CALCULADO

O primeiro dia do desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio reserva uma estreia cercada de expectativa: como será o desfile da Acadêmicos de Niterói, vencedora da Série Ouro no ano passado, e que decidiu contar na Marquês de Sapucaí a trajetória de vida do presidente Lula, que estará na avenida testemunhando o tributo a si. Não fosse o risco que a decisão de cantar Lula representa, o governo seguramente estaria em peso na Sapucaí. Periga o Planalto estar representado na avenida somente pelo casal Lula e Janja e mais ninguém. A contragosto, os ministros/ deverão assistir ao tributo ao chefe pela tv. Afinal, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém, ensinavam nossas avós. A opção da agremiação em retratar a saga do presidente pode trazer algum prejuízo à pré-campanha do petista, que já anunciou que irá concorrer, em outubro, ao seu quarto mandato. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, esta semana, as inócuas tentativas da oposição de proibir o desfile sob o argumento de que a apresentação configuraria propaganda política antecipada. A corte negou o pleito, mas observou que o tribunal estará atento ao desfile da Acadêmicos de Niterói, não descartando a adoção de eventuais sanções dirigidas ao líder petista, caso vislumbre a configuração de alguma violação do Código Eleitoral. A ver.

14 fevereiro 2026

DESCONFORTO

A mais alta corte do país já viveu dias mais serenos. A suspeita reinante entre os ministros do Supremo Tribunal Federal de que foram gravados clandestinamente durante a sessão secreta que definiu pela saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master, na quinta-feira (12), é algo grave e de difícil resolução. Os diálogos são precisos e não deixam margem de dúvidas de que aquilo que era para ser a quatro paredes, acabou se tornando público.

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